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Viajar é o Melhor Pagamento

Como É Fazer um Trabalho de Férias Pela Austrália

Viajar é o Melhor Pagamento

Já foram feitos estudos sobre nós, hippies mochileiros, ou “caçadores de experiências”, que é o termo politicamente correto hoje em dia. Somos viajantes que temos vistos de trabalho de férias. Eles sabem quem somos, porque vamos para lá e, principalmente, quanto gastamos e quanto pagamos a eles em impostos. Não se iluda: trabalhos de férias funcionam economicamente, oferecendo mão de obra barata e fonte de renda privada e pública. É por isso que somos autorizados a ir à Austrália.

E quando estamos lá? Encontrar a melhor onda pode ser enlouquecedor quando se tem tantas opções. Ao mesmo tempo, é meio que incrível. Quantas vezes você chega perto de ondas de recife enormes e diz, “Não, vamos procurar outro lugar...?”.

O Tópico da Conversa

Vindas de Avalon, as conversas eram mais ou menos assim: “Cara, tem mais ondas em Ulladulla do que mulheres em um bar de Los Angeles em uma sexta-feira à noite. Então, temos uma grande tarefa à nossa frente.”

Armados com o telefone de vários habitantes locais, um guia de ondas, um suprimento descente de cerveja e o som do nosso velho carro ligado bem alto, nós saímos em busca dos monstros mais sinistros, malvados e assustadores da costa sul.

Tubo Australiano

Nós achamos alguns arranjos surfáveis na costa leste. Nada muito louco. Ondas rasas – coisa de iniciante, pra usar a longboard. Suave.

O Holden Commodore

Holden é uma marca de carros australiana que fabrica um modelo chamado Commodore: uma monstruosidade de 4.0 litros, seis cilindros, mais pesada que um tanque alemão. Por alguma razão desconhecida pelos engenheiros, esse motor parece rodar e rodar para sempre, durando mais do que o interior, as partes eletrônicas e as mangueiras de vácuo, tornando-os extremamente confiáveis, motivo pelo qual os viajantes os compram. Esse aqui nos levou pela costa sul de Nova Gales do Sul. Suas partes estavam presas com fitas e grampos, e tinha um inacreditável registro de renovação de doze meses.

Coolangatta

Eu escapei de Brisbane, depois de incidentes de superaquecimento e antes de chegar a Coolangatta, onde as mangueiras de resfriamento, as linhas de vácuo, os cabos de freio e de direção, todos estouraram, deixando uma piscina tóxica para a qual eu olhava enquanto meu cérebro também se superaquecia. Eu comprei uma passagem para sair do país por um tempo, para um arquipélago próximo, na Indonésia. Felizmente, tinham algumas ondas na área para diminuir a dor antes da partida.

Kirra

Viajar tem uma realidade irônica. Uma efemeridade. Um fator de dificuldade. Todas as horas que eu passei na fazenda, ou recuperando peças velhas do carro, no melhor estilo vagabundo, o completo anonimato, o questionamento das intenções... Relacionamentos e empregos tornam-se exposições repetitivas, vinte e duas músicas. O que fez tudo valer a pena? Algumas ondas em Kirra.

Mochileiros Hippies

Eu posso estar errado, e com certeza há exceções, mas minha impressão é de que o visto de trabalho de férias coloca você em trabalhos braçais, em trabalhos em restaurantes ou, se realmente não tiver sorte, preso em uma fazenda no meio do nada com índices absurdos de radiação UV. Às vezes, australianos que não querem pagar profissionais liberais com as ferramentas adequadas ligam nos hostels procurando por alguém para fazer um trabalho que ninguém mais quer. E nós fazemos, porque queremos continuar viajando.

Miqueias na Van

Moradores de vans. Não demora muito para você encontrá-los: sujos, fazendo churrascos em parques, dormindo em cantos com sombra embaixo de árvores, na arrebentação o tempo todo. Uma van confiável é sua poltrona, cama, pia, estante, garagem e sala. Sua alternativa. Uma van confiável é tudo.

Skate

Existem, como dizem os australianos, montes de parques de concreto pela costa e pelo país, tornando o estilo de vida surfe/skate facilmente alcançável. Aqui, meu amigo viajante francês casualmente faz uma manobra Smith Grind.

Gravando uma Música

Alguém ligou para o hostel querendo drenar e retirar um velho aquecedor de água. Eu peguei o trabalho e trabalhei junto com um jovem marceneiro que tinha um estúdio de gravação profissional em Narrabeen. Eu vinha cantando e escrevendo músicas no violão e ele me disse para ir lá gravar aquela noite. Foi épico: não o meu canto (que estava mais parecido com o de um cabrito estrangulado), mas que a viagem me levou até ali.

Tom Carroll

Esse foi o dia que eu larguei meu emprego de lavador de pratos. Estava previsto que o ponto de surfe local ia esfriar. O mundo do surfe em Sidney é intenso. Ao todo, eu passei seis meses morando lá, alugando uma cama em um hostel, trabalhando, surfando. Não foi nada mal. Coloque-se no lugar certo, na hora certa, que as coisas acontecem. Ondas muito boas. Coisas como o Tom Carroll aparecendo e pegando onda. Os caras (na foto) que estão começando agora surfando com ainda mais vontade. Esse tipo de coisa.

Todas as fotos são de Evan Timpy.




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Evan Timpy

Evan Timpy é um escritor da Matador Network. Atualmente situado na Nova Zelândia, ele é originalmente da Carolina do Norte e já viajou pelo México, Nicarágua, Austrália e Indonésia.
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